segunda-feira, 29 de setembro de 2014

TSUNAMI 2


António sabia que este dia havia de chegar. Ouviu o ruído da onda gigante quando estava a acabar o pequeno almoço. Deu um beijo à mulher sem a acordar, enrolou calmamente um cigarro, vestiu o impermeável e saiu para a praia. Sabia também que não teria tempo de fugir, só pegar o triciclo levava-lhe pelo menos dez minutos. Acendeu o fumante e colocou-se de frente para o mar, feliz por morrer na sua terra, na sua praia.

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