Deu à costa numa manhã de Domingo. As crianças da praia logo
se reuniram em redor da estranha criatura, observando, tocando, mas com
cautela. Sabiam que o mar trazia coisas esquisitas, e todo o cuidado era pouco.
Não tardou que chegasse o chefe e organizasse os curiosos. Dispostos em
semicírculo, cada um opinou sobe o que seria. Desde droga a brinquedos,
passando por ficheiros secretos de fraudes bancárias, tudo se congeminou. Quem
os visse ao longe, pensaria que não demorariam muito a desfazer o aglomerado de
redes e panos, mas não. Deixaram-no tal qual estava e foram brincar, como
sempre. O que o mar traz, a ele pertence, e para ele há-de voltar.
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