Vive em Almada, não vou dizer onde. Desenganem-se com seu aspecto frágil. Disfarçado de vendedor
de alhos, carrega suas pesadas sacas, e apregoa a mercadoria em voz sonante: Olhó alho. Ainda nunca se
viu nada, pois atrai os dentudos para becos sombrios, geralmente perto dos seus
covis ou sedes partidárias, onde os empanturra com as cabeças do referido
hortícola. Embora nada haja de concreto que o confirme, toda a gente desconfia,
e lhe agradece, enquanto lhe compra também uns saquinhos para proteger os seus
lares. É que se alguém se engana com seu
ar sisudo, e lhes franqueia as portas à chegada, já se sabe o resultado.
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