Atónito, o
carteiro, retirou com cuidado o pacote da sua scooter, desligando-a em seguida.
Era preto, cor que nada é mas que tudo oculta. Assim era também a encomenda.
Cilíndrica, com um braço de comprimento, estava por demais bem embalada em
papel ébano. Sabia bem o que continha, e conhecia tão bem a destinatária. Tocou
à porta e esperou. Pouco. A porta entreabriu-se e da penumbra uma voz sussurrou:
- Entra,
Atónito, estava à tua espera.
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