Farouk lia a última página do manual “salvação pelo
suicídio”. A estação estava vazia, o que para ele era perfeito, pois era um
homem tímido, recatado, e não queria cá público a ver o seu corpo separado no
carril. Ao mesmo tempo, o maquinista Pereira vinha, sóbrio como um pepino, a
gozar o seu primeiro dia no posto. Uma promoção bem merecida, pensava, já cá
ando há uns anitos. Ao chegar ao apeadeiro, olhou por segundos para o pulso, a
ver se estava a cumprir a rota ao segundo, e sentiu um pequeno solavanco que
abrandou a máquina por uns segundos. Deve ser normal, pensou, deve ser o aviso
para parar, e puxou a alavanca para trás.
:-D
ResponderEliminarÉ possivel que o Farouk seja o Abdul??