Aos fachos, como-lhes os toutiços! É a frase que mais
associo à revolução, pois era o que o Sandokan, o palrador amarelo do meu avô
repetia incessantemente às visitas. Cunhal, o rafeiro companheiro, respondia
com um ladrar progressista, via-se logo que solidário com as palavras do outro.
Quando lá se calavam, já depois de jantar, ouvíamos no velho gravador de
bobines as gravações dos capitães e das senhas, e no gramofone os hinos do
Zeca. E orgulhávamo-nos de a casa dos avós ter sido refúgio de muitos activistas
anti-regime.
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