Sem saber muito bem como nem porquê, Ernesto foi despedido
do seu emprego de fiel de armazém. Extinção do posto de trabalho, o que quer
dizer que ele foi posto na rua, mas os colegas não, e a empresa continua a
funcionar. Teve pena, pois já lá trabalhava há quase trinta anos, e gostava do
que fazia. Mas como nunca foi de baixar os braços, pegou no dinheiro da
indemnização e, contra a vontade da mulher, adquiriu um stock considerável de
artigos eróticos a um fabricante indiano e dedicou-se à venda ambulante. É
vê-lo todos os dias na baixa, a apregoar a mercadoria- Olhó brinquedo maroto, é
prá menina e pró menino, olhó rajá do mandingo, olhá boneca d´encher.
:-D
ResponderEliminarAinda não passou por mim....