quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ALUNO 17/2002


Cara professora
Hoje vi uma fotografia sua de quando era mais nova na montra de uma loja muito antiga (pois é, vivemos numa terra pequena), e decidi escrever-lhe acerca da nossa relação.
Não pondo em causa o rigor a que com certeza dedica ao seu trabalho, parece-nos que pormenores mínimos de ortografia não sejam os critérios mais ajustados para a disciplina que leciona, mas iremos certamente consultar o conteúdo curricular contido no respetivo programa e requerer o parecer dos seus superiores na Escola.
Se o propósito é evitar que façamos copy/paste de conteúdos brasileiros de qualidade eventualmente duvidosa, bastava referir-nos ou elucidar-nos sobre os problemas de tais processos, e ensinar-nos antes a pesquisar e selecionar informação, deverá constar certamente do programa curricular. Lembro, aliás, que o Brasil está há muitos anos na vanguarda da Educação, e nele são produzidos imensos conteúdos de grande valor que são publicados na internet. Também, tal como sabe, as diferenças culturais que temos com este país e o seu povo, tendem cada vez mais a esbaterem-se e fundirem-se, por motivos quer históricos quer contemporâneos.
E acerca do tom com que se nos dirige, que já bem percetível para jovens da nossa idade, de maneira nenhuma se nos afigura como pedagogicamente indicado ou necessário, para além de não dignificar nem a nós nem à senhora professora. Alguns de nós, mais sensíveis, chegamo-nos até a questionar se a senhora não estará possuída por algum espírito maléfico, e um dia destes se incendeie por autocombustão e provoque um incêndio que muito nos prejudicaria, pois poderia danificar o parque informático da sala.

Ok, não somos usuários, mas também não somos otários.
Ou falando como se falava nos cafés de camareiras que frequentava com o meu avô, vá bardamerda, senhora professora.

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