quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RAPUNZEL


A miúda acordou com os gritos. Levantou-se do sono leve, atravessou o corredor ainda deserto, e dirigiu-se para a janela com vista para a rua. Cá em baixo, ajoelhado na calçada, estava o rapaz que há uns meses a pedira em namoro, e que ela recusara, na altura sem saber muito bem porquê. Gritava o seu nome de cara voltada para o chão, as veias bem salientes no pescoço.

Ela esboçou um sorriso pouco expressivo, e manteve-o, até que a oficial de serviço a veio enxotar para dentro.

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